A Mulher nos Espaços de Produção do Conhecimento: Uma crítica ao Direito enquanto braço do sistema capitalista patriarcal

  • Sanmella de Pinho e Santos
  • Magda Guadalupe dos Santos Puc Minas

Resumo

Neste trabalho propõe-se a debater a condição da mulher em espaços de produção do conhecimento, tendo o Direito como referencial específico enquanto produto e produtor de mecanismos de dominação entre pessoas em sociedades capitalistas patriarcais, e, pois assim um reprodutor ideológico alicerçado em ideais de falsa neutralidade e suposta imparcialidade. Aborda-se, de forma geral, a teoria dos dualismos valorativos, os conceitos de produção e reprodução capitalistas e divisão social e sexual do trabalho e suas peculiaridades, para, de forma restrita, adentrar-se à realidade fática da Faculdade Mineira de Direito da PUC Minas – local de formação acadêmica da primeira autora deste trabalho. Reconstrói-se criticamente a difícil produção de conhecimento da Mulher, abstratamente tomada, em vista da dificuldade dialógica entre as “vozes da experiência feminina” e a investigação teórica produzida por e em um universo androcêntrico, que se pretende universal.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ÁVILA, Maria Betânia de Melo. A dinâmica do trabalho produtivo e reprodutivo: uma contradição viva no cotidiano das mulheres. In: GODINHO, Tatau; VENTURI, Gustavo. Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado: uma década de mudanças na opinião pública. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2013. p. 231-245.

BACH, Ana María. Fertilidad de las epistemologías feministas. Belo Horizonte: Sapere Aude, v.5 - n.9, p.38-56 , 1º sem. 2014.

BACH, Ana María. Las voces de la experiência: el viraje de la filosofía feminista. Buenos Aires: Biblos, 2010.

BARRETTO, Vicente de Paulo; MOTA, Maurício. POR QUE ESTUDAR FILOSOFIA DO DIREITO? Aplicações da Filosofia do Direito nas Decisões Judiciais. Brasília: ENFAM, 2011.

BRASIL, Constituição (1988). Constituição Federal da República do Brasil. Brasília: Senado, 1988.

BUTLER, Judith. El género en disputa. El feminismo y la subversión de la identidad. Traducción: Maria Antonia Muñoz. Barcelona, Buenos Aires: Paidós, 2008.

CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. 1 Ed. S.L.: Brasiliense, {1980} 2004. Disponível em: <https://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:LhOM7hi0pisJ:https://projetoaletheia.files.wordpress.com/2014/05/o-que-c3a9-ideologia-marilena-chaui.pdf+&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: maio 2017.

CISNE, Mirla. Gênero, Divisão Sexual do Trabalho e Serviço Social. 1. Ed. São Paulo: Outras Expressões, 2012.

FRASER, Nancy; NICHOLSON, Linda J. Crítica social sin filosofia: um encuentro entre el feminismo y el pós-modernismo. In: FRASER, Nancy; NICHOLSON, Linda J. (Comp.). Feminismo/Posmodernismo. Traducción: Márgara Averbach. Buenos Aires: Feminaria, 1992. p. 7-29.

GOUGES, Olympe de. Déclaration des droits de la femme et de la citoyenne. In: Bibliothèque Jeanne Hersch. Textes fondateurs. Disponível em:

«http://www.aidh.org/Biblio/Text_fondat/FR_03.htm» Acesso em 11 fev 2007. Tradução: Selvino José Assmann. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/interthesis/article/viewFile/911/10852>

Acesso em: maio 2017.

GRAU, Eros Roberto. Prefácio. IN: BARRETTO, Vicente de Paulo; MOTA, Maurício. POR QUE ESTUDAR FILOSOFIA DO DIREITO? Aplicações da Filosofia do Direito nas Decisões Judiciais. Brasília: ENFAM, 2011. p.15-18.

GRINBERG, Keila. Código Civil e Cidadania. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2001.

HIRATA, Helena; KERGOAT, Danièle. NOVAS CONFIGURAÇÕES DA DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO. Tradução de Fátima Murad. [s.l.]: Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 132, maio 2007. P. 595-609. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0100-15742007000300005>. Acesso em: maio 2017.

HIRATA, Helena; ZARIFIAN, Philippe. Trabalho (conceito de)*. IN: HIRATA, Helena; [et. al] (Orgs.). Dicionário crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009. p. 251-256.

OLSEN, Frances. El sexo del derecho. Traducción de Mariela Santoro y Christian Courtis. IN: RUIZ, A. (Comp.). Identidad feminina y discurso jurídico. Buenos Aires: Biblos, 2000. p. 25-43.

LOBATO, Wolney; SABINO, Cláudia de V. S.; ABREU, João F. de. (org.). 14º Seminário de iniciação científica: destaques 2006. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2007.

LOBATO, Wolney; SABINO, Cláudia de V. S.; ABREU, João F. de. (org.). 15º Seminário de iniciação científica: destaques 2007. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, v. 1 e 2, 2008.

LOBATO, Wolney; SABINO, Cláudia de V. S.; ABREU, João F. de. (org.). 16º Seminário de iniciação científica: destaques 2008. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2009.

LOBATO, Wolney; SABINO, Cláudia de V. S.; ABREU, João F. de. 17º Seminário de iniciação científica: destaques 2009. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2010.

LOBATO, Wolney; SABINO, Cláudia de V. S.; ABREU, João F. de. 18º Seminário de iniciação científica: destaques 2010. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2011.

LOBATO, Wolney; SABINO, Cláudia de V. S.; HANRIOT, Sérgio de Moraes de. 19º Seminário de iniciação científica: destaques 2011. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2012.

LOBATO, Wolney; SABINO, Cláudia de V. S.; HANRIOT, Sérgio de Moraes de. 20º Seminário de iniciação científica: destaques 2012. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2013.

LOBATO, Wolney; JEUNON, Franca Arenare; HANRIOT, Sérgio de Moraes de. 21º Seminário de iniciação científica: destaques 2013. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2014.

LOBATO, Wolney; JEUNON, Franca Arenare; HANRIOT, Sérgio de Moraes de. 22º Seminário de iniciação científica: destaques 2014. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2015.

LOBATO, Wolney; JEUNON, Franca Arenare; HANRIOT, Sérgio de Moraes de. 23º Seminário de iniciação científica: destaques 2015. Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2016.

LOBATO, Wolney; JEUNON, Franca Arenare; HANRIOT, Sérgio de Moraes de. Iniciação científica: destaques 2016. Belo Horizonte: Pró-reitoria de Pesquisa e de pós-graduação da PUC Minas. Acesso em: 02 de junho 2017.

MARUANI, Margaret. Emprego. IN: HIRATA, Helena; [et. al] (Orgs.). Dicionário crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009. p. 85-90.

MOCHÓN, Francisco. Princípios da economia. Tradução Thelma Guimarães. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

REPÚBLICA, Presidência da. Lei nº 4.121, DE 27 DE AGOSTO DE 1962. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/saccivil_03/leis/1950-1969/L4121.htm>. Acesso em: maio 2017.

RUIZ, Alicia. De las mujeres y el derecho. IN: RUIZ, A. (Comp.). Identidad feminina y discurso jurídico. Buenos Aires: Biblos, 2000. p. 9-23.

SABADELL, Ana Lucia. MANUAL DE SOCIOLOGIA JURÍDICA: Introdução a uma leitura externa do direito. 6ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, cap. 11, 2013.

SENA, Jaqueline Santa Brígida. O DOGMA DA NEUTRALIDADE NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL: Uma abordagem jusfilosófica a partir do pensamento de Luis Alberto Warat. 2010. 126 f. Dissertação de mestrado - Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo, 08 set. 2011.

Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2139/tde-25082011-092927/pt-br.php> . Acesso em: maio 2017.

VAZ, H. C. de Lima. Sociedade Civil e Estado em Hegel. Belo Horizonte: Síntese. Revista de Filosofia, v.7, n.19, 19, 1980.

Disponível em: http://faje.edu.br/periodicos/index.php/Sintese/article/view/2269/2552 Acesso em: maio 2017.

Publicado
05-07-2017
Como Citar
e Santos, S. de P., & Santos, M. G. dos. (2017). A Mulher nos Espaços de Produção do Conhecimento: Uma crítica ao Direito enquanto braço do sistema capitalista patriarcal. Virtuajus, 2(2), 297-316. Recuperado de https://seer.pucminas.br/index.php/virtuajus/article/view/15501