Quando os assassinos falam: a ética da representação do mal em "Uma temporada de facões"

  • Vladimir Oliveira Santos UNB - Universidade de Brasília
Palavras-chave: Genocídio ruandês, Testemunho, Representação do mal, Ética da representação, Jean Hatzfeld

Resumo

Discute-se, a partir do livro Uma temporada de facões, de Jean Hatz­ feld, as implicações  do testemunho dos assassinos do genocídio em Ruanda para uma ética da representação do mal. Nessa obra, através da fragmentação e da polifonia, impede-se a identificação do leitor com os assassinos. As cenas de violência também evitam um interes­se lascivo pelos corpos mutilados ao serem representadas de uma for­ma não pornográfica. Usando-se essas estratégias narrativas, abre-se uma possibilidade na literatura de ouvir o que os assassinos têm a fa­lar sem desconsiderar seus atos e sem perder o respeito pelas vítimas.

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Publicado
30-01-2017
Como Citar
Santos, V. O. (2017). Quando os assassinos falam: a ética da representação do mal em "Uma temporada de facões". Scripta, 11(21), 234-247. Recuperado de https://seer.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/14014