Allegro ma non troppo: ritmos e cadências em A canção de Zefanias Sforza

  • Robson Dutra
Palavras-chave: Memória, Romance Moçambicano, Luiz Carlos Patraquim,

Resumo

Historiadores consideram a memória a partir de dois pontos de vista distintos: como fonte e como fenômeno histórico. A perspectiva de Le Goff alerta que a memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Para Le Goff, devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para libertação e não para a servidão dos homens. Tal perspectiva é a que se lê em A canção de Zefanias Sforza, romance inaugural de Luiz Carlos Patraquim, escrito por ocasião dos trinta e cinco anos de independência de Moçambique, num momento em que o escritor deixa de lado a poesia para, ainda movido por seu ritmo, adentrar a prosa. Para tanto, faz um mergulho na história de Moçambique a fim de dar conta de uma trama híbrida que mescla narrativa em prosa com a poesia subjacente à sua escrita.



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Referências

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SAID, Edward. Cultura e imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Publicado
15-12-2011
Como Citar
Dutra, R. (2011). Allegro ma non troppo: ritmos e cadências em A canção de Zefanias Sforza. Scripta, 15(29), 293-301. Recuperado de http://seer.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/4288
Seção
Dossiê: Literaturas de língua portuguesa