Uma análise do Pensamento Argumentativo Geométrico com Atividades de Provas Experimentais

Sabrina Alves Boldrini Cabral, Eliane Scheid Gazire

Resumo


Neste artigo, apresentamos um recorte da pesquisa “Desenvolvendo o Pensamento Argumentativo Geométrico: Construindo práticas Investigativas”. A pesquisa foi desenvolvida no sentido de propor situações de ensino que levassem o aluno a: observar, experimentar, refletir, conjecturar e refutar. A atividade aqui descrita – “Curvas, Superfícies e Arquitetura” –, foi construída com objetivo de analisar, de acordo com o modelo proposto por Balacheff (2000), o nível de prova geométrica encontrado nas argumentações dos 29 alunos de uma turma do 3º ano do Ensino Médio da rede pública de ensino do Estado de Minas Gerais, bem como apresentar subsídios de que o ensino com provas e demonstrações, partindo da experimentação, pode levar o aluno a desenvolver um nível mais elevado de compreensão geométrica. Nesse sentido, apresentamos alguns dados resultantes da aplicação dessa atividade em sala de aula seguidos de algumas reflexões relacionadas.


Palavras-chave


Curvas cônicas; Argumentação e prova; Pensamento racional.

Texto completo:

PDF

Referências


BACHELARD, Gaston. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

BALACHEFF, Nicolas. Processus de preuve et situations de validation. Educational Studies In Mathematics. In: International Journal. v. 2, n. 18, p.147-176, maio 1987.

BALACHEFF, Nicolas. Procesos de prueba em los alumnos de Matemática s. Tradução: Pedro Gómes. Bogotá: Centro de Impresión Digital Cargraphics S.A., 2000.

BICUDO, Maria Aparecida Viggiani (Org.). Filosofia da educação Matemática: fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógicas. São Paulo: UNESP, 2010.

CABRAL, Sabrina A. Boldrini. Desenvolvendo o pensamento argumentativo geométrico: construindo práticas investigativas. Dissertação (Mestrado) – Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática, Pontifícia Universidade Católica, Belo Horizonte, 2017.

CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000.

COSTA, Gustavo A. T. F. da. O cone e as cônicas. Revista da Olimpíada Regional de Matemática de Santa Catarina n.4, p. 77-89, 2007.

FETISSOV, A. I. A demonstração em geometria. Tradução de Hygino H. Domingues. São Paulo: Atual, 1994.

GASPAR, Alberto. Experiências de Ciências: para o ensino fundamental. São Paulo: Ática, 2005.

GAZIRE, Eliane Scheid. O não resgate das geometrias. 2000. 217 f. Tese (Doutorado) - Curso de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.

HANNA, Gila. Proof, explanation and exploration: an overview. Educational studies in mathematics. Canadá, v. 44, n. 1, p.5-23, 2000.

LAKATOS, Imre. A lógica do descobrimento matemático: provas e refutações. Tradução de Nathanael C. Caixeiro. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

LORENZATO, Sérgio. O Laboratório de Ensino de Matemática na formação de Professores. São Paulo: Autores Associados, 2006. (Coleção Formação de Professores).

NASSER, Lilian; TINOCO, Lucia A. de A. Argumentação e provas no ensino de Matemática. Rio de Janeiro: UFRJ/projeto Fundão, 2003.

SILVA, A.; RÊGO, R. Matemática e literatura infantil: um estudo sobre a formação do conceito de multiplicação. In: BRITO, M.R.F. (Org.) Solução de Problemas e a Matemática Escolar. Campinas: Alínea, p. 207-236,2006.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.